Pesquisa

Novos vírus são descobertos por pesquisadores em profundidades de 450 metros

Novos vírus são descobertos por pesquisadores em profundidades de 450 metros


Cientista da Universidade Linnaeus, do Instituto Real de Tecnologia de Estocolmo, Universidade Uppsala, Universidade de Ciências Agrárias da Suécia, da Alemanha e dos Estados Unidos identificaram diversos novos tipos de vírus e comunidades bacterianas em lençóis freáticos localizados a 448 metros de profundidade nos arredores de Oskarshamn, na Suécia.

Segundo a pesquisa, as condições extremas a quase 500 metros de profundidade são mais evidentes, mas em alguns casos, elas também podem ser o ponto de origem de organismos atualmente desconhecidos por nós.

“Por meio de um sequenciamento em larga escala, nós descobrimos tipos completamente novos de vírus que podem infectar muitos tipos de bactérias. Foi particularmente interessante descobrir alguns vírus capazes até mesmo de infectar o recém-descoberto grupo de Patescibacteria. E esses vírus e bactérias estão ativos, pois quando os vírus matam suas hospedeiras, elas liberam carbono e nutrientes, o que significa que outras bactérias podem nascer e crescer”, disse Karin Holmfeldt, professora associada de ecologia da Universidade Linnaeus, que liderou o projeto.

Como foi feita a pesquisa

A pesquisa foi conduzida em um laboratório subterrâneo montado na mesma cidade, que avaliou amostras coletadas em 171, 415 e 448 metros de profundidade, recolhendo material de paredes rachadas pela presença de água do lençol freático.

“Alguns grupos de novos vírus foram encontrados nas três profundidades avaliadas”, disse Holmfeldt. “Nós pensávamos que os vírus a 171 metros e a 415 metros seriam mais similares entre si, já que a estrutura química da água é praticamente a mesma apesar da diferença de profundidade. Ao invés disso, porém, o que ocorreu foi que as amostras coletadas a 415 metros compartilhavam toda a sua comunidade de vírus com as amostras a 448 metros, o que nos surpreendeu”.

Uma outra descoberta interessante do estudo foi a de que os novos vírus seriam capazes de transmitir material genético de uma bactéria a outra, o que inclui também propriedades químicas que as fazem resistir a remédios antibióticos. Basicamente, isso significa que a resistência a certos medicamentos pode ser desenvolvida na própria natureza, e não apenas como uma mutação de um vírus já dispersado entre humanos.

O estudo das entidades de pesquisa foi publicado na revista Communications Biology na segunda-feira (8).

Via: Phys.org

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